Nem toda dor de cabeça é igual: saiba as diferenças

Nem toda dor de cabeça é igual: saiba as diferenças

Enxaqueca, cefaleia tensional e cefaleia em salvas têm origens, sintomas e tratamentos distintos

A dor de cabeça é quase universal. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), cerca de 95% dos brasileiros terão ao menos um episódio de dor de cabeça ao longo da vida. Mas transformar esse dado em rotina de automedicação é um erro que pode custar caro. Existem mais de 150 tipos diferentes de cefaleia, tratá-los como se fossem um só é, no mínimo, ineficaz. Em muitos casos, é perigoso. 

A dor de cabeça é um dos sintomas mais frequentes na prática clínica, mas também um dos mais subestimados pela população“, diz Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI). “Quando o paciente entende que existem tipos distintos, com causas e abordagens diferentes, ele passa a buscar ajuda no momento certo“.

Os tipos mais comuns de dor de cabeça

As cefaleias se dividem em primárias, quando a dor de cabeça é a própria doença, e secundárias, quando ela é sintoma de outra condição. Entre as primárias, três se destacam pela frequência e pelo impacto na vida de quem as tem.

A cefaleia tensional é a mais prevalente. Considerando a prevalência ao longo da vida, os dados chegam a cerca de 69% em homens e 88% em mulheres. A dor costuma ser bilateral, como uma faixa apertando a cabeça, de intensidade leve a moderada, e está associada a tensão muscular, estresse e má postura. Diferente da enxaqueca, ela raramente impede que a pessoa continue suas atividades, o que, por outro lado, faz com que seja constantemente ignorada e mal tratada.

A enxaqueca é outra história. No Brasil, dados do Ministério da Saúde estimam que cerca de 30 milhões de pessoas convivem com enxaqueca, representando aproximadamente 15% da população. A dor é pulsante, geralmente unilateral, e vem acompanhada de náuseas, vômitos e hipersensibilidade à luz e ao som. Em parte dos casos, há aura (alterações visuais ou sensoriais que antecedem a crise). A Organização Mundial da Saúde classifica a enxaqueca como a sétima doença mais incapacitante do mundo. 

Já a cefaleia em salvas é menos conhecida, mais rara e, provavelmente, a mais dolorosa das três. Segundo pesquisa, a dor de uma crise desse tipo foi classificada em uma escala de 0 a 10, como 9,7 pelos pacientes, e 72,1% dos entrevistados responderam nota 10. A dor se concentra em torno de um olho, sempre do mesmo lado, e vem acompanhada de lacrimejamento, queda da pálpebra e congestão nasal. As crises duram entre 15 minutos e 3 horas e costumam surgir em séries, daí o nome. Ao contrário da enxaqueca, que atinge mais mulheres, a cefaleia em salvas afeta majoritariamente homens. 

Os gatilhos também diferem. Na enxaqueca, estão entre os mais comuns: mudanças hormonais, sono irregular, certos alimentos, jejum prolongado e exposição a luz intensa. Na cefaleia em salvas, os principais fatores desencadeantes incluem alterações do sono, consumo de álcool e tabaco, estresse e mudanças climáticas. Na tensional, o estresse e a tensão muscular crônica lideram. 

Quando a dor de cabeça exige investigação

Nem toda dor de cabeça precisa de exame de imagem. A maioria das cefaleias primárias tem diagnóstico clínico baseado na história do paciente e no exame neurológico.

Uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa, descrita como “a pior da vida”, deve ser tratada como emergência médica. Esse sintoma pode sinalizar a ruptura de um aneurisma cerebral. Outros sinais de alerta incluem cefaleia acompanhada de febre e rigidez de nuca, dor que piora progressivamente ao longo de dias ou semanas, início após os 50 anos sem histórico prévio, e qualquer dor de cabeça associada a déficits neurológicos, como dificuldade na fala ou fraqueza em um lado do corpo. 

O Doppler transcraniano é indicado nos casos de cefaleia vascular, como a enxaqueca, e também para investigar sintomas associados como tontura, vertigem e síncope. O exame avalia, em tempo real, a velocidade do fluxo sanguíneo nas principais artérias do cérebro, sem emitir radiação e sem necessidade de preparo. 

O Doppler transcraniano é um exame não invasivo, rápido e com informação vascular direta“, explica Dr. Mekhitarian. “Em pacientes com cefaleia recorrente associada a fatores de risco vasculares, ele pode revelar alterações que orientam toda a conduta terapêutica“.

Um dos erros mais comuns no manejo da cefaleia é a automedicação. Quando a frequência das dores é baixa, o uso pontual de analgésicos não representa risco maior. Mas quando as crises são mais frequentes, a automedicação pode piorar tanto a frequência quanto a intensidade dos sintomas. Existe, inclusive, um tipo de cefaleia causado pelo uso excessivo de analgésicos, a chamada cefaleia de rebote, ou cefaleia por uso excessivo de medicação, um dos quadros mais difíceis de tratar. 

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Enxaqueca é incluída pela OMS no rol de doenças mais incapacitantes. Correio Braziliense, 2018. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2018/01/15/interna_revista_correio,653392/enxaqueca-e-incluida-pela-oms-no-rol-de-doencas-mais-incapacitantes.shtml

Tipos de Dor de Cabeça. Sociedade Brasileira de Cefaleia. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=192

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