Quando é hora de se preocupar com a disfunção erétil frequente

Quando é hora de se preocupar com a disfunção erétil frequente

A disfunção erétil ocasional é comum e raramente exige investigação, mas quando o quadro se repete pode ser o primeiro sinal de um problema vascular silencioso

Um episódio isolado de dificuldade para manter a ereção acontece com quase todo homem em algum momento e, na maioria das vezes, não significa nada além de cansaço, estresse ou álcool em excesso na noite anterior. O problema começa quando isso deixa de ser exceção e passa a ser rotina.

Levantamentos brasileiros mostram que o quadro está longe de ser raro. Um estudo nacional com mais de 71 mil homens, publicado na Revista Brasileira de Medicina, identificou algum grau de disfunção erétil em 53,5% dos participantes. Outro levantamento, o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, encontrou prevalência de 45,1%, com risco crescente conforme a idade avança: homens entre 60 e 69 anos têm mais que o dobro de chance de apresentar o quadro em relação aos mais jovens, e essa chance triplica a partir dos 70 anos.

Disfunção erétil como sinal de alerta cardiovascular

O que poucos homens sabem é que a disfunção erétil persistente pode chegar antes de qualquer outro sintoma cardiovascular. As artérias que irrigam o pênis são mais estreitas do que as coronárias, então tendem a sofrer os efeitos de um processo aterosclerótico mais cedo. Por isso, a disfunção erétil de causa vascular é hoje discutida como um possível marcador precoce de doença cardiovascular, especialmente quando surge em homens mais jovens sem outra causa aparente.

Um paciente que chega com queixa de disfunção erétil persistente não deve ser avaliado apenas pelo aspecto sexual. Os mesmos fatores que comprometem a circulação peniana, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, também afetam as artérias do coração e do cérebro“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

O papel do Doppler peniano no diagnóstico

Diante de uma queixa de disfunção erétil recorrente, o primeiro passo é sempre a avaliação do médico urologista, que investiga histórico clínico, uso de medicamentos, hormônios e fatores de risco cardiovascular. O Doppler peniano é solicitado quando há suspeita específica de causa vascular, geralmente depois que outras hipóteses foram consideradas pelo especialista.

O exame utiliza ultrassom para avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias e veias do pênis, em geral após a aplicação de uma medicação vasoativa que induz uma ereção controlada. Essa etapa, chamada de farmacoindução, permite observar como a circulação se comporta durante o próprio processo de ereção, algo que não seria possível em repouso.

O Doppler peniano diferencia dois cenários clínicos bem distintos: a insuficiência arterial, quando o sangue não chega em quantidade suficiente aos corpos cavernosos, e a fuga venosa, quando o sangue entra normalmente mas não fica retido o bastante para sustentar a ereção“, afirma Dr. Mekhitarian. “Essa distinção muda completamente a conduta do urologista“.

Quando o exame aponta insuficiência arterial, a investigação cardiovascular ganha peso maior, já que o mesmo processo que compromete as artérias penianas pode estar presente em outros territórios vasculares. Já nos casos de fuga venosa, a resposta ao tratamento clínico costuma ser diferente, e o urologista pode considerar abordagens específicas para esse mecanismo.

Um exame guiado por suspeita clínica

Vale reforçar que nem toda disfunção erétil precisa de Doppler peniano. Causas hormonais, neurológicas, psicogênicas e efeitos colaterais de medicamentos também respondem por parte significativa dos casos, e cabe ao médico urologista definir quando a investigação vascular por imagem é o caminho certo. O exame entra em cena principalmente quando há suspeita de origem arterial ou venosa, ou quando o tratamento clínico inicial não trouxe a resposta esperada.

Faça seu exame de imagem com segurança e tratamento humanizado

Para diagnósticos como elastografia hepática, Doppler, Doppler transcraniano, Doppler para Escore MASEI, biópsia, ultrassom, ultrassom morfológico 4D, punção e core-biópsia guiadas por ultrassom e ultrassom dermatológico de alta frequência, conte conosco com toda a segurança e qualidade que você merece.

Também fazemos atendimento domiciliar em toda grande São Paulo. Conheça o serviço de home care em São Paulo e marque sua consulta pelo WhatsApp: (11) 95299-4702 | 95299-4703.

Se preferir atendimento presencial, o IAI está localizado na Rua Amaral Gama, 333 – cj 124, Santana, em São Paulo/SP.

Fique informado sobre temas de exame de imagem também nas redes sociais! Acesse nosso Instagram e compartilhe com seus amigos – nossos conteúdos são baseados em evidências científicas e ajudam a combater as fake news. Siga-nos!

Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

MOREIRA JR, E.D. et al. Epidemiologia da disfunção erétil no Brasil: resultados da pesquisa nacional do Projeto Avaliar. Revista Brasileira de Medicina, v. 61, n. 9. Repositório Arca/Fiocruz. Acesso em 30 de julho de 2026. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/19471

ABDO, C.H.N. et al. Disfunção erétil: resultados do estudo da vida sexual do brasileiro. SciELO Brasil. Acesso em 30 de julho de 2026. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ramb/a/sLYk5P4LGDh7Qf3y95rYbKy/?format=html&lang=pt

Prevalence and determinants of erectile dysfunction in Santos, southeastern Brazil. PubMed. Acesso em 30 de julho de 2026. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11994773/

Nenhum comentário

Sorry, the comment form is closed at this time.