Os cuidados necessários para se ter com a sua pele no inverno

Os cuidados necessários para se ter com a sua pele no inverno

Ar seco e temperaturas baixas comprometem a barreira cutânea e podem agravar quadros como dermatite atópica e psoríase, mas nem toda alteração na pele no frio é só ressecamento

Com a queda da temperatura e da umidade relativa do ar, a pele muda de comportamento. A produção de sebo diminui, a transpiração cai e a camada protetora natural que defende o corpo do frio, de bactérias e de poluentes fica mais fina. O resultado aparece rápido: descamação, coceira e sensação de repuxamento, principalmente em quem já tem alguma predisposição.

Cuidados com a pele

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o ressecamento típico da estação favorece o surgimento ou a piora de quatro condições em especial: dermatite seborreica, dermatite atópica, psoríase e ictiose. A dermatite atópica, por exemplo, afeta entre 15% e 25% das crianças brasileiras e cerca de 7% dos adultos, de acordo com dados da própria SBD. Já a psoríase, doença inflamatória crônica e não contagiosa, atinge entre 1,1% e 1,5% da população do país, com maior concentração entre adultos de 25 a 59 anos.

Nenhuma dessas condições nasce no inverno, mas o frio funciona como gatilho. A queda da umidade reduz a hidratação natural da pele e compromete a função de barreira, o que facilita a entrada de irritantes e agrava a inflamação em quem já tem histórico dessas doenças.

Alguns hábitos simples ajudam a reduzir o impacto do frio na pele. Banhos mornos e rápidos, em vez de longos e quentes, preservam a camada de gordura natural. A hidratação deve ser aplicada logo após o banho, ainda com a pele levemente úmida, para reter mais água. Sabonetes muito agressivos e tecidos sintéticos tendem a piorar a coceira, sendo preferíveis produtos com pH balanceado e roupas de fibras naturais. E o protetor solar continua necessário mesmo em dias nublados ou frios, já que a radiação ultravioleta atravessa as nuvens.

Para quem já convive com dermatite atópica ou psoríase, o inverno costuma exigir reforço na rotina de hidratação e, em alguns casos, ajuste da medicação em uso, sempre orientado pelo dermatologista.

Quando a alteração na pele não é só ressecamento

O problema é que descamação, coceira e vermelhidão nem sempre têm origem só no clima. Uma pinta que muda de cor, tamanho ou formato, ou uma lesão que não cicatriza em quatro semanas, pode ser o primeiro sinal de um câncer de pele, e o inverno, paradoxalmente, é a época em que essas alterações passam mais despercebidas: o corpo fica mais coberto e o autoexame acontece com menos frequência.

O câncer de pele não melanoma é o tumor maligno mais frequente no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 263 mil novos casos por ano no triênio, o equivalente a mais de 30% de todos os diagnósticos oncológicos. Já o melanoma, mais raro, mas mais agressivo, tem chance de cura acima de 90% quando identificado a tempo.

No consultório, é comum o paciente relatar que a pele está mais seca ou irritada por causa do frio, e isso realmente costuma ser verdade. Mas há um detalhe que precisa de atenção: quando a lesão é localizada, muda de aspecto ao longo do tempo ou não responde à hidratação, ela não deve ser tratada como se fosse só ressecamento“, afirma Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Nesses casos, o ultrassom dermatológico de alta frequência entra como ferramenta de apoio ao dermatologista. O exame usa ondas sonoras de alta frequência para visualizar as camadas internas da pele e ajudar a diferenciar uma lesão benigna de uma suspeita, além de medir a profundidade de eventual infiltração.

O ultrassom dermatológico não substitui a avaliação clínica, mas complementa a investigação quando existe dúvida sobre a natureza de uma lesão. Em muitos casos, ele evita uma biópsia desnecessária. Em outros, reforça a indicação dela“, explica Dr. Mekhitarian.

A recomendação da SBD e da American Cancer Society continua sendo a regra do ABCDE para o autoexame: assimetria, borda irregular, cor variada, diâmetro maior que 5 ou 6 milímetros e evolução da lesão em pouco tempo. No inverno, com a pele mais coberta, vale reservar um momento específico para essa observação, em vez de deixá-la para quando o corpo estiver mais exposto no verão.

Faça seu exame de imagem com segurança e tratamento humanizado

Para diagnósticos como elastografia hepática, Doppler, Doppler transcraniano, Doppler para Escore MASEI, biópsia, ultrassom, ultrassom morfológico 4D, punção e core-biópsia guiadas por ultrassom e ultrassom dermatológico de alta frequência, conte conosco com toda a segurança e qualidade que você merece.

Também fazemos atendimento domiciliar em toda grande São Paulo. Conheça o serviço de home care em São Paulo e marque sua consulta pelo WhatsApp: (11) 95299-4702 | 95299-4703.

Se preferir atendimento presencial, o IAI está localizado na Rua Amaral Gama, 333 – cj 124, Santana, em São Paulo/SP.

Fique informado sobre temas de exame de imagem também nas redes sociais! Acesse nosso Instagram e compartilhe com seus amigos – nossos conteúdos são baseados em evidências científicas e ajudam a combater as fake news. Siga-nos!

Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Cuidados com a pele no inverno. Acesso em 19 de julho de 2026. Disponível em: https://www.sbd.org.br/cuidados/cuidados-com-a-pele-no-inverno/

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Pesquisa do Datafolha revela: brasileiros desconhecem e têm preconceito com relação à dermatite atópica. Acesso em 19 de julho de 2026. Disponível em: https://www.sbd.org.br/pesquisa-do-datafolha-revela-brasileiros-desconhecem-e-tem-preconceito-com-relacao-a-dermatite-atopica-doenca-que-afeta-milhoes-de-pessoas/

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Diretrizes diagnósticas e terapêuticas da psoríase em placas. Anais Brasileiros de Dermatologia. Acesso em 19 de julho de 2026. Disponível em: http://www.anaisdedermatologia.org.br/detalhe-artigo/103233/Diretrizes-diagnosticas-e-terapeuticas-da-psoriase-em-placas-%E2%80%93-Sociedade-Brasileira-de-Dermatologia-

Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil. Acesso em 19 de julho de 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2026/inca-estima-781-mil-novos-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-entre-2026-e-2028

Nenhum comentário

Sorry, the comment form is closed at this time.