Escore MASEI: o que você precisa saber sobre o exame
Ultrassom com Doppler avalia a inflamação nas enteses e ajuda a diagnosticar doenças como espondilite anquilosante e artrite psoriásica antes mesmo de aparecerem alterações no raio-X
Dor nas costas que piora em repouso e melhora com movimento, rigidez matinal, dor no calcanhar ou nas plantas dos pés ao se levantar da cama. Esses sintomas, quando persistentes, podem indicar um grupo de doenças reumáticas chamado espondiloartrites — e um dos exames que ajuda a identificá-las é o Doppler para Escore MASEI.
As espondiloartrites atingem principalmente homens entre 20 e 40 anos e incluem doenças como espondilite anquilosante, artrite psoriásica, artrite reativa e artrites associadas a doenças inflamatórias intestinais. O diagnóstico costuma ser desafiador: não existe um único exame que confirme a doença, e o quadro clínico se confunde com outras condições ortopédicas. Diante desse cenário, o ultrassom para Escore MASEI se tornou uma ferramenta relevante na investigação.
“O MASEI avalia a inflamação nas enteses — que são os locais onde tendões e ligamentos se fixam ao osso. Nas espondiloartrites, essa é uma das principais manifestações da doença, e o ultrassom com Doppler consegue identificar inflamação ativa mesmo quando o raio-X ainda está normal“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).
O que é o Escore MASEI
MASEI é a sigla para Madrid Sonographic Enthesis Index — um índice desenvolvido e validado para avaliar, por ultrassom, as alterações nas enteses de seis regiões do corpo: tríceps braquial, quadríceps femoral, tendão patelar proximal e distal, tendão calcâneo e fáscia plantar, avaliados bilateralmente. O exame usa o Power Doppler, recurso que detecta o fluxo sanguíneo nos tecidos, para identificar sinais de inflamação ativa, além de calcificações, erosões e espessamento dos tendões.
Cada alteração encontrada recebe uma pontuação. O escore total varia de 0 a 136 pontos, e a literatura estabelece o valor acima de 18 como ponto de corte para diferenciar pacientes com espondiloartrite de indivíduos saudáveis.
Estudos indicam que esse ponto de corte apresenta sensibilidade de 83,3% e especificidade de 82,8% — números que justificam a indicação do exame em pacientes com suspeita diagnóstica, inclusive naqueles com inflamação ainda subclínica.
“O MASEI não substitui a avaliação clínica nem outros exames. Ele faz parte de um conjunto de informações que o médico reumatologista usa para chegar ao diagnóstico e para monitorar a resposta ao tratamento ao longo do tempo“, destaca Dr. Armênio Mekhitarian.
Quando o exame é indicado
O Doppler para Escore MASEI é solicitado, em geral, pelo médico reumatologista quando há suspeita clínica de espondiloartrite — especialmente nos casos em que os exames de imagem convencionais, como o raio-X, ainda não mostram alterações visíveis. Também é usado para acompanhar pacientes já diagnosticados e verificar se o tratamento está controlando a inflamação nas enteses.
As doenças reumáticas atingem cerca de 15 milhões de brasileiros e geram impactos sociais significativos, como limitações funcionais, aposentadorias precoces e sobrecarga do sistema de saúde. Entre elas, as espondiloartrites estão entre as mais comuns em adultos — e o atraso no diagnóstico tem consequências diretas na progressão da doença.
O exame também pode ser indicado em pacientes com psoríase, doença inflamatória intestinal (como Crohn ou retocolite ulcerativa) ou histórico familiar de espondiloartrite, grupos com maior risco de desenvolver a doença.
O que o paciente pode esperar no dia do exame
O exame é realizado com ultrassom e, em geral, não exige nenhum preparo especial. O paciente deve informar ao médico radiologista sobre medicamentos em uso — especialmente anti-inflamatórios e imunobiológicos —, pois essas substâncias podem interferir nos achados ao reduzir os sinais de inflamação ativa.
Durante o exame, o médico aplica gel condutor na pele e percorre com o transdutor as regiões dos cotovelos, joelhos, tornozelos e pés, avaliando as enteses bilateralmente. O procedimento dura em torno de 20 minutos, é indolor e não emite radiação.
“Um ponto importante é que o resultado do Escore MASEI precisa ser interpretado junto com o quadro clínico. Um escore elevado, isoladamente, não fecha o diagnóstico de espondiloartrite — ele é uma peça do quebra-cabeça, e o reumatologista é quem vai integrar todas as informações“, reforça Dr. Armênio Mekhitarian.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Antes ou depois de realizar o exame, algumas questões merecem ser levadas ao reumatologista ou ao médico solicitante:
— Por que você está solicitando o Escore MASEI no meu caso?
— Preciso suspender algum medicamento antes do exame?
— O resultado vai ser comparado com exames anteriores ou é o primeiro?
— Se o escore estiver alterado, quais são os próximos passos?
— O exame vai precisar ser repetido? Em quanto tempo?
Ter essas respostas antes de sair do consultório ajuda a entender o papel do exame dentro do processo diagnóstico e evita ansiedade desnecessária diante de um resultado que, sozinho, ainda precisa ser contextualizado.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Updating the use of the Madrid Sonographic Enthesis Index (MASEI): a systematic review of the literature. PubMed, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31750519/
Qual é o papel do ultrassom no diagnóstico das entesites? Sociedade Paulista de Reumatologia. Disponível em: https://www.reumatologiasp.com.br/artigos/qual-e-o-papel-do-ultrassom-no-diagnostico-das-entesites/
Espondiloartrites. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/espondiloartrites/
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