Você tem pintas pelo corpo? Saiba quais delas podem precisar de atenção
Entenda os critérios que podem orientar você antes de consultar um especialista
Você sabia que a maioria das pessoas tem entre 10 e 40 pintas espalhadas pelo corpo? Elas surgem ao longo da infância e da adolescência, com o pico aparecendo por volta dos 25 a 30 anos de idade. Em grande parte dos casos, são lesões benignas, sem risco para a saúde. Mas nem sempre.
O câncer de pele é o mais frequente entre todos os tipos de câncer no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ele representa 31,3% de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo a publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil. O Ministério da Saúde reitera que, quando a doença é identificada na fase inicial, a taxa de cura ultrapassa 90%.
O problema é que muita gente não sabe distinguir uma pinta comum de uma que exige atenção.
“A grande maioria das pintas é benigna e não merece preocupação. Mas a pele é um órgão que nos dá sinais ao longo de toda a vida, e saber interpretar esses sinais é a primeira etapa de qualquer prevenção”, diz Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI)
8.980 casos novos de melanoma foram estimados por ano no Brasil, no triênio 2023–2025, segundo o INCA. O melanoma representa apenas cerca de 1% dos cânceres de pele, mas é responsável pela maioria das mortes causadas pela doença.
Pintas na pele benignas ou malignas: como se orientar visualmente
Para ajudar a população a identificar lesões suspeitas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga há anos o método conhecido como regra ABCDE, um protocolo de autoavaliação utilizado internacionalmente. O método não substitui a consulta médica, mas funciona como um filtro de triagem acessível a qualquer pessoa.
- A letra A se refere à Assimetria. Uma pinta benigna, regra geral, é simétrica: se você traçar uma linha imaginária no meio dela, os dois lados são parecidos. Quando as metades são diferentes entre si, vale investigar.
- A letra B diz respeito às Bordas. Pintas saudáveis costumam ter contornos lisos e bem delimitados. Bordas irregulares, serrilhadas ou com aspecto “borrado” são sinais que merecem atenção.
- O C é de Cor. Uma pinta com uma única tonalidade, marrom ou preta, é menos preocupante. A presença de múltiplas cores em uma mesma lesão — como tons de preto, marrom, vermelho, branco ou cinza — eleva o grau de suspeita.
- O D é de Diâmetro: lesões maiores que 6 milímetros, aproximadamente o tamanho da borracha de um lápis, devem ser avaliadas por um médico.
- Por fim, o E é de Evolução — a característica considerada mais relevante. Se uma pinta muda de tamanho, formato, cor ou passa a sangrar ou coçar, precisa ser examinada.
“O autoexame não é diagnóstico. Ele é uma ferramenta de triagem. Quando o paciente percebe que algo mudou, o próximo passo é procurar um especialista para uma avaliação com mais precisão, seja por dermatoscopia ou por exames de imagem adequados”, explica.
Por que algumas pintas na pele mudam ao longo do tempo
Nem toda alteração em uma pinta é maligna. Ao longo da vida, as pintas passam por mudanças naturais. Elas surgem na infância, crescem gradualmente até a fase adulta e, a partir dos 50 anos, muitas começam a regredir espontaneamente. O processo é mediado por fatores como a produção de melanina e as mudanças naturais da pele com o envelhecimento.
Hormônios também desempenham papel nesse fenômeno. Durante a gravidez, por exemplo, o aumento de estrogênio e progesterona pode escurecer e aumentar pintas já existentes. O mesmo pode acontecer com o uso de anticonceptivos hormonais. A exposição prolongada ao sol é outro fator que estimula a formação de novas pintas e pode intensificar a tonalidade das que já existem.
Isso não significa que essas mudanças sejam inofensivas por padrão. O ponto de corte está na Evolução — se a mudança é gradual, simétrica e não acompanhada de sangramento ou coceira, o risco é menor. Se a alteração é rápida, assimétrica ou vem com outros sinais, o caminho é buscar um dermatologista.
99% — taxa de sobrevida em cinco anos para melanomas diagnosticados na fase inicial, com a doença ainda localizada. Quando há metástase para órgãos distantes, essa taxa cai para cerca de 35%, segundo dados da OMS e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
A frequência recomendada para uma revisão dermatológica é de pelo menos uma vez por ano. Para quem possui mais de 50 pintas no corpo, histórico familiar de melanoma ou pele clara, a vigilância deve ser mais frequente. Fotografar as pintas periodicamente é uma prática simples que ajuda a comparar ao longo do tempo e a fornecer informações ao médico durante a consulta.
No Brasil, a mortalidade por câncer de pele cresceu ao longo das últimas décadas. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), que analisou a base Cancer Tomorrow da OMS, as mortes anuais por melanoma no país podem aumentar em até 80% até 2040, passando de 2,2 mil para cerca de 4 mil óbitos por ano. Os números reforçam a importância de uma cultura de autoavaliação e de acompanhamento médico regular.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Instituto Nacional do Câncer (INCA). Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2022/inca-estima-704-mil-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-ate-2025
Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). Mortes por melanoma no Brasil podem aumentar 80% em duas décadas, aponta Cancer Tomorrow, da OMS. Disponível em: https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/mortes-por-melanoma-no-brasil-podem-aumentar-80-em-duas-decadas-aponta-cancer-tomorrow-da-oms/
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Autoexame do ABCDE ajuda no diagnóstico de câncer de pele melanoma. Disponível em: https://sbdrs.org.br/autoexame-do-abcde-ajuda-no-diagnostico-de-cancer-de-pele-melanoma/
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