Quais exames ajudam a diagnosticar a enxaqueca
Entenda quando exames de imagem são necessários para investigar dores de cabeça e quais sinais de alerta exigem investigação urgente
Dor de cabeça: Cerca de 30 milhões de brasileiros convivem com enxaqueca, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O diagnóstico dessa condição neurológica, no entanto, ainda gera dúvidas em muitos pacientes: afinal, é preciso fazer exames para confirmar o problema? A resposta não é simples e depende de cada caso.
A enxaqueca se manifesta por dores latejantes, geralmente em um lado da cabeça, acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Já a cefaleia tensional, o tipo mais comum de dor de cabeça, provoca sensação de aperto ou pressão em ambos os lados, sem náuseas ou vômitos associados. A cefaleia em salvas, por sua vez, causa dor intensa ao redor de um olho, com lacrimejamento e congestão nasal.
“O diagnóstico é feito principalmente de forma clínica, baseado na história médica e nos sintomas relatados pelo paciente“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI). “No entanto, em alguns casos, o médico pode recomendar exames adicionais para descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes ou para avaliar a gravidade da enxaqueca“.
Quando os exames de imagem são necessários
Para a maioria dos pacientes com enxaqueca típica e exame neurológico normal, não há necessidade de realizar exames de imagem. O diagnóstico clínico, feito por meio da conversa com o neurologista, costuma ser suficiente.
Há situações específicas, porém, que indicam a necessidade de investigação por imagem. Pacientes com início recente de cefaleia após os 50 anos, mudança no padrão habitual das crises, dores que pioram progressivamente ou sintomas neurológicos associados devem passar por exames para descartar causas secundárias.
Os exames de imagem são usados para excluir tumores cerebrais, aneurismas, malformações vasculares, trombose venosa cerebral e outras alterações estruturais que podem se manifestar com dores de cabeça. Estudos mostram que, em pacientes sem sinais de alerta, a chance de encontrar alterações significativas nos exames é baixa.
Além da neuroimagem, exames de sangue podem ser solicitados para identificar causas secundárias de cefaleia. Hemograma completo, velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR) são recomendados quando há suspeita de processos infecciosos ou inflamatórios.
A avaliação da função tireoidiana, dosagem de vitamina B12, ácido fólico e ferritina também pode ser útil, já que alterações nesses parâmetros podem influenciar o padrão das dores de cabeça. Em pacientes com uso frequente de analgésicos, a função renal e hepática deve ser monitorada.
Algumas características das dores de cabeça funcionam como “bandeiras vermelhas” e indicam necessidade de avaliação médica imediata. Cefaleia acompanhada de febre, rigidez de nuca e confusão mental sugere infecção do sistema nervoso central.
Um estudo epidemiológico da Sociedade Brasileira de Cefaleia revelou que 15,2% da população brasileira apresenta enxaqueca, 13% tem cefaleia tensional e 6,9% sofre com cefaleia crônica diária. A enxaqueca é considerada pela OMS a sexta doença mais incapacitante do mundo, gerando impacto significativo na qualidade de vida.
O Doppler transcraniano, exame especializado que avalia o fluxo sanguíneo nas artérias cerebrais, pode ser solicitado em situações específicas. O eletroencefalograma pode ajudar a excluir a possibilidade de crises epilépticas.
A formação médica especializada é fundamental para a correta interpretação dos achados neurorradiológicos. Protocolos de investigação diagnóstica bem estabelecidos permitem identificar patologias tratáveis que podem estar mascaradas por sintomas de enxaqueca, evitando atrasos no tratamento de condições graves.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Sociedade Brasileira de Cefaleia – Estudo epidemiológico nacional da enxaqueca. Acesso em 25 de janeiro de 2026. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=7
D’Almeida, S. F. F. et al. Perfil epidemiológico do SUS: enxaqueca em caráter de urgência no Brasil, entre 2017 e 2021. Brazilian Journal of Development, 8(8), 58586–58598, 2022. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/51361
Quando devemos solicitar exames de imagem em pacientes com queixas de cefaleia crônica? BVS Atenção Primária em Saúde. Acesso em 25 de janeiro de 2026. Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/quando-devemos-solicitar-exames-de-imagem-em-pacientes-com-queixas-de-cefaleia-cronica/
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