Você sabia que é possível fazer ultrassom em recém-nascidos?
Exame não invasivo é fundamental para detectar complicações neurológicas em prematuros e investigar malformações congênitas nos primeiros dias de vida
O ultrassom em recém-nascidos representa uma ferramenta diagnóstica importantíssima nos primeiros dias de vida do bebê. Cerca de 2 a 3% dos recém-nascidos são portadores de uma ou mais malformações congênitas, sendo responsáveis por 20% da mortalidade neonatal, por isso a realização de exames de imagem que permitam identificação precoce de alterações.
Conversamos com o médico radiologista Dr. Armênio Mekhitarian, diretor médico do Instituto Avançado de Imagem com mais de 30 anos de experiência. Ele explica que o procedimento é seguro e indolor. “O ultrassom não produz radiação e pode ser realizado quantas vezes for necessário, sem riscos para o bebê. É um exame que oferece informações valiosas sobre o estado de saúde do recém-nascido“, afirma o especialista.
Como é feito o diagnóstico
Sabe a “moleira” do bebê? Tecnicamente, ela é chamada de fontanela, um dos lugares onde o ultrassom nos recém-nascidos pode ser feito. O ultrassom transfontanelar avalia a estrutura do cérebro de recém-nascidos e crianças pequenas e é realizado através da fontanela anterior, uma área macia no topo da cabeça do bebê, permitindo visualização detalhada das estruturas cerebrais.
Mas por que eles podem precisar desse tipo de exame? Recém-nascidos prematuros estão sujeitos a complicações neurológicas que podem ser identificadas pela ultrassonografia transfontanelar, tais como lesões hemorrágicas e leucomalácia periventricular (lesão cerebral que afeta a substância branca, a região do cérebro responsável pela comunicação entre as células nervosas). O exame também detecta hidrocefalia, malformações do sistema nervoso central e alterações vasculares cerebrais.
“Através da fontanela, conseguimos avaliar o cérebro do bebê de forma completa, identificando hemorragias intraventriculares, que são comuns em prematuros, e outras alterações que podem comprometer o desenvolvimento neurológico“, detalha Dr. Mekhitarian.
E não é só o cérebro
Além do cérebro, o ultrassom permite avaliação de órgãos abdominais em recém-nascidos. O exame identifica malformações renais, alterações hepáticas, obstruções intestinais e problemas na vesícula biliar. A técnica também é utilizada para avaliar o coração, detectando cardiopatias congênitas que necessitem intervenção imediata.
O ultrassom é muito seguro e não depende da emissão de radiação e de sedação. Durante o procedimento, aplica-se gel condutor sobre a pele do bebê, e o transdutor é movimentado suavemente sobre a região a ser examinada.
Para acalmar os pequenos durante o exame, Dr. Mekhitarian recomenda algumas estratégias simples. “Mantemos o ambiente aquecido, falamos em tom baixo e, quando possível, permitimos que os pais permaneçam próximos. O contato pele a pele após o exame também ajuda a tranquilizar o bebê“, orienta o radiologista.
O exame dura entre 15 e 30 minutos, dependendo da região avaliada. Não há necessidade de preparo específico, e o bebê pode se alimentar normalmente antes e após o procedimento. Os resultados ficam disponíveis em até 24 horas, permitindo intervenção médica rápida quando necessário.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Ultrassom transfontanelar: o que é, para que serve e como é feito. Acesso em 12 de junho de 2025. Disponível em: https://www.tuasaude.com/ultrassom-transfontanelar/
Ultrassonografia neonatal: indicações e técnicas. Acesso em 12 de junho de 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpp/a/9KQvYzMjBzCcGqXwLqFzDhD/
Ultrassom em neonatos: principais indicações e benefícios. Acesso em 12 de junho de 2025. Disponível em: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/imprensa/noticias/Paginas/ultrassom-neonatos-indicacoes-beneficios.aspx
Ultrassonografia abdominal neonatal: técnicas e aplicações. Acesso em 12 de junho de 2025. Disponível em: https://www.radiologiabrasileira.org/artigo/ultrassonografia-abdominal-neonatal
Sedação e analgesia em neonatos durante procedimentos diagnósticos. Acesso em 12 de junho de 2025. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Sedacao_analgesia_neonatos.pdf
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