Ultrassom ajuda a diagnosticar artrite?

Ultrassom ajuda a diagnosticar artrite?

Exame detecta inflamações precoces e erosões ósseas antes mesmo da radiografia convencional

A artrite reumatoide afeta cerca de 900 mil pessoas no país, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença autoimune crônica provoca inflamação nas articulações e, sem tratamento adequado, pode levar à destruição articular irreversível.

O diagnóstico precoce é importante, mas o tempo médio entre o início dos sintomas e a confirmação da doença ainda chega a 12 meses no Brasil — período considerado extenso pelos especialistas, que recomendam investigação em até seis semanas.

Na hora do diagnóstico, o ultrassom é um método fundamental, principalmente para acompanhar a artrite reumatoide e outras artropatias inflamatórias. O exame permite identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas no exame clínico ou que ainda não são visíveis na radiografia convencional.

O ultrassom é capaz de detectar inflamação articular em fase pré-radiográfica, antes mesmo que as erosões ósseas apareçam na radiografia tradicional. Isso nos permite iniciar o tratamento mais cedo e evitar danos irreversíveis às articulações“, explica o Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Como o ultrassom identifica sinais de artrite

O ultrassom avalia diferentes estruturas articulares e permite visualizar alterações características das doenças inflamatórias. Entre os principais achados estão o derrame articular, o espessamento sinovial (aumento da espessura da membrana que reveste internamente as articulações, geralmente causado por inflamação crônica), as erosões ósseas e a presença de inflamação ativa através do Doppler.

O derrame sinovial aparece como um aumento do espaço articular no exame e costuma ser um achado precoce nas doenças inflamatórias. Já a proliferação da membrana sinovial — tecido que reveste as articulações — indica um processo inflamatório persistente. As erosões ósseas, que representam irregularidades na superfície do osso subcondral (camada de osso localizado abaixo da cartilagem articular em articulações como joelho, quadril e tornozelo), são sinais de pior prognóstico e podem ser detectadas pelo ultrassom meses antes de aparecerem na radiografia.

O Doppler é um recurso técnico que analisa a microcirculação, permitindo identificar e quantificar a inflamação ativa em tempo real. Essa funcionalidade torna o método especialmente útil para monitorar a resposta ao tratamento e avaliar a atividade da doença.

Vantagens em relação a outros exames

O ultrassom apresenta diversas vantagens quando comparado a outros métodos de imagem. Não utiliza radiação ionizante, tem custo relativamente menor que a ressonância magnética, pode ser repetido com frequência e permite visualização em tempo real durante o exame.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia reconhece que o ultrassom é mais sensível que o exame físico para detecção de sinovites, especialmente nas pequenas articulações das mãos e pés, que são as mais acometidas na artrite reumatoide. Além disso, estudos demonstram que o método é mais sensível que a radiografia convencional para detecção de erosões ósseas em fase inicial.

Outra aplicação importante é na avaliação de tendinites, bursites e entesites — inflamações nos pontos de inserção dos tendões nos ossos — que podem estar presentes em diversas doenças reumáticas. O ultrassom também pode ser usado para guiar infiltrações articulares, melhorando a precisão do procedimento.

Preparo e o que perguntar ao médico

O ultrassom articular não exige preparo especial por parte do paciente. Não é necessário jejum e o exame pode ser realizado em qualquer momento do dia. A duração varia conforme o número de articulações avaliadas, mas geralmente leva de 15 a 30 minutos.

Durante a consulta com o médico solicitante, algumas perguntas podem ajudar o paciente a entender melhor o procedimento: quais articulações serão avaliadas? O exame será feito com Doppler para avaliar inflamação ativa? Os resultados do ultrassom podem substituir a radiografia ou são complementares? Com que frequência o exame deverá ser repetido para acompanhar a evolução da doença?

Vale ressaltar que o ultrassom não substitui a avaliação clínica completa nem elimina a necessidade de exames laboratoriais. O diagnóstico da artrite reumatoide é estabelecido pela combinação de critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. O fator reumatoide e os anticorpos anti-CCP continuam sendo marcadores importantes, assim como os exames de sangue que avaliam marcadores inflamatórios.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde indica que o ultrassom ou a ressonância magnética podem ser utilizados nos casos de dúvida diagnóstica, principalmente em artrite reumatoide inicial sem erosões à radiografia. Dessa forma, o método se consolida como ferramenta complementar valiosa no arsenal diagnóstico das doenças reumáticas.

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde e Secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Portaria Conjunta nº 16, de 5 de novembro de 2019. Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Reumatoide. Diário Oficial da União 2019; 5 nov. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2021/20210623_relatorio_pcdt_artrite_reumatoide.pdf

Sociedade Brasileira de Reumatologia. Doenças Reumáticas acometem mais de 15 milhões de brasileiros. Acesso em 28 de novembro de 2025. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/press-releases/doencas-reumaticas-acometem-mais-de-15-milhoes-de-brasileiros-de-qualquer-idade-causam-limitacoes-aposentadoria-precoce-e-serios-impactos-no-sistema-de-saude-no-pais/

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