Saiba como funciona a biópsia e por que o resultado pode demorar a sair

Saiba como funciona a biópsia e por que o resultado pode demorar a sair

O exame é fundamental para diagnóstico de câncer e outras doenças, mas o processamento laboratorial exige tempo e precisão

Quando o médico solicita uma biópsia, a notícia costuma gerar apreensão. O procedimento, no entanto, é mais comum do que se imagina e serve para diagnosticar uma série de condições, não apenas câncer.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025, e a biópsia continua sendo o exame padrão para confirmar o diagnóstico dessas doenças. 

O que é biópsia

A biópsia consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido ou células do corpo para análise laboratorial. O material coletado é encaminhado a um médico patologista, que examina as características das células no microscópio e emite um laudo detalhado. O resultado permite não apenas confirmar ou descartar a presença de células malignas, como também identificar o tipo exato da lesão, seu grau de agressividade e outras informações que orientam o tratamento.

A biópsia é o procedimento que retira o fragmento de tecido para análise, enquanto o exame anatomopatológico é a avaliação desse material em laboratório. Ambos são complementares e fundamentais para um diagnóstico preciso“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Os diferentes tipos de biópsia

O tipo de biópsia realizada depende da localização e tamanho da lesão a ser investigada. A punção com agulha é uma das formas mais utilizadas. Na punção aspirativa por agulha fina (PAAF), o médico usa uma agulha bem fina para aspirar células ou fluidos do local suspeito. Já a biópsia por agulha grossa, também chamada de core biopsy, retira uma amostra maior de tecido, o que permite uma análise mais detalhada.

Para lesões na pele ou mais superficiais, pode-se optar pela biópsia incisional, na qual se remove apenas um fragmento do tumor, ou pela biópsia excisional, que retira toda a lesão suspeita. A biópsia excisional é frequentemente a técnica escolhida quando há suspeita de melanoma ou quando o tumor é pequeno e pode ser removido por completo durante o procedimento.

Há também a biópsia endoscópica, realizada com auxílio de um endoscópio — um tubo flexível com câmera na ponta que permite visualizar o interior de órgãos como estômago, cólon e pulmões. Durante o exame, o médico retira pequenas amostras de tecido com uma pinça cirúrgica.

Do consultório ao laboratório

O procedimento de biópsia é geralmente simples e feito em ambulatório com anestesia local. O paciente pode sentir uma leve picada no momento da aplicação do anestésico, mas não deve sentir dor durante a coleta. Dependendo da região e do tipo de biópsia, pode ser necessário jejum prévio — como nas biópsias gastrointestinais, que exigem 12 horas sem alimentação.

Após a coleta, o material passa por várias etapas: fixação, processamento, coloração e análise microscópica. O tecido pode ser cortado em lâminas ultrafinas e corado com substâncias que destacam as estruturas celulares. Só então o médico patologista examina o material ao microscópio.

Por que o resultado demora dias ou semanas

A espera pelo resultado de uma biópsia é uma das partes mais angustiantes do processo. Em casos de rotina, o laudo costuma ficar pronto em três a sete dias úteis após o laboratório receber o material. No entanto, algumas situações exigem análises mais complexas, o que pode estender o prazo para dez dias ou até semanas.

O tempo de processamento varia conforme a complexidade da amostra. Técnicas especiais, como a imunohistoquímica, que usa anticorpos para identificar marcadores específicos nas células, podem levar de três a cinco dias adicionais. Em casos que necessitam de análises genéticas ou moleculares, o prazo pode ser ainda maior“, afirma Dr. Mekhitarian.

Cada etapa do processamento exige rigor. O tecido precisa de tempo adequado para ser fixado, cortado e corado. Apressar qualquer uma dessas fases pode comprometer a qualidade da análise e levar a erros diagnósticos. Por isso, embora a ansiedade seja compreensível, o tempo de espera é necessário para garantir um resultado preciso.

Preparo e cuidados com o exame

Antes da biópsia, o médico revisa o histórico do paciente e pode solicitar exames complementares. É fundamental informar sobre medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes, que podem precisar ser suspensos temporariamente para reduzir o risco de sangramento. Pacientes alérgicos a anestésicos também devem alertar a equipe médica.

Após o procedimento, os cuidados variam conforme o tipo de biópsia realizada. Em geral, recomenda-se repouso de 24 a 36 horas e evitar esforços físicos intensos. Biópsias superficiais costumam exigir apenas proteção com curativos, enquanto procedimentos mais invasivos podem necessitar de pontos e cuidados especiais na cicatrização.

É normal sentir um leve desconforto no local da biópsia nos dias seguintes. Pode ocorrer um pequeno hematoma ou inchaço, que tende a desaparecer em algumas semanas. Sangramentos leves também são esperados em alguns tipos de biópsia, como a prostática, na qual pode haver presença de sangue na urina por alguns dias.

Dúvidas frequentes dos pacientes

A biópsia dói?
Com anestesia adequada, o procedimento não deve causar dor, apenas um leve desconforto. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa, mas a maioria dos pacientes tolera bem o exame.

Há riscos?
Como qualquer procedimento invasivo, existe um pequeno risco de complicações, como sangramento, infecção ou reação à anestesia. No entanto, esses eventos são raros quando a biópsia é realizada por profissionais experientes.

Quando o médico solicita biópsia?
O exame é indicado quando há suspeita de câncer, presença de nódulos ou lesões que não puderam ser esclarecidas por outros exames, ou quando se precisa avaliar a extensão de uma doença já diagnosticada. Também pode ser solicitado para investigar doenças inflamatórias, infecções que não respondem ao tratamento e condições autoimunes.

O pedido de biópsia significa que tenho câncer?
Não necessariamente. A biópsia é um exame de investigação. Muitas vezes, o resultado mostra que a lesão é benigna ou causada por outras condições que não o câncer.

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Acesso em 11 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil

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