Janeiro branco: é hora de falar da saúde mental

Janeiro branco: é hora de falar da saúde mental

Exames laboratoriais e de imagem podem identificar causas orgânicas de sintomas psiquiátricos e auxiliar no diagnóstico diferencial de transtornos como depressão e ansiedade

Janeiro branco: O Brasil registrou mais de 440 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O número representa mais que o dobro dos 215 mil casos registrados em 2014. Ansiedade e depressão lideram as causas, mas nem sempre os sintomas têm origem exclusivamente psicológica.

Alterações na tireoide, deficiências vitamínicas e desequilíbrios hormonais podem provocar sintomas semelhantes aos de transtornos mentais. Por isso, a avaliação médica, que inclui exames laboratoriais e de imagem, tornou-se parte do protocolo de investigação antes do diagnóstico psiquiátrico definitivo.

Muitos pacientes chegam com queixas de cansaço, irritabilidade, alterações de humor e dificuldade de concentração. Antes de iniciar qualquer tratamento psiquiátrico, é preciso descartar causas orgânicas“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Quando os exames entram na investigação

A solicitação de exames complementares acontece quando os sintomas podem ser explicados por alterações físicas. Entre os principais estão:

  • Hipotireoidismo, condição em que a tireoide produz hormônios em quantidade insuficiente, provoca fadiga intensa, ganho de peso, desânimo e sensação de frio. Os sintomas podem ser confundidos com depressão. Exames que medem TSH, T3 e T4 identificam a disfunção e orientam o tratamento.
  • Deficiência de vitamina B12 compromete a produção de neurotransmissores que regulam o humor, como serotonina e dopamina. A falta dessa vitamina causa fadiga, perda de memória e depressão. A dosagem no sangue permite identificar e corrigir a deficiência.
  • Níveis baixos de vitamina D estão associados a transtornos de humor e ao aumento do risco de depressão. O teste de 25-hidroxivitamina D avalia a concentração da vitamina no organismo.
  • Cortisol cronicamente elevado indica sobrecarga emocional e está relacionado a quadros de ansiedade e burnout. A dosagem do hormônio no sangue ou na saliva ajuda a avaliar a resposta do corpo ao estresse.
  • Anemia, identificada por meio do hemograma e da dosagem de ferritina, pode causar fadiga extrema, desânimo e dificuldade de concentração.
  • Marcadores inflamatórios como proteína C reativa também estão sendo estudados. Evidências científicas mostram que processos inflamatórios crônicos podem estar ligados ao desenvolvimento de depressão.

Exames de imagem na avaliação neurológica

Em casos específicos, exames de imagem como ultrassom com Doppler transcraniano e tomografia computadorizada podem ser solicitados para descartar alterações estruturais no cérebro.

A neuroimagem não diagnostica transtornos psiquiátricos, mas é importante para excluir tumores, lesões, atrofias cerebrais ou outras condições que podem se manifestar com sintomas psiquiátricos“, esclarece Dr. Armênio Mekhitarian.

Segundo o médico, exames de imagem são indicados quando há sinais neurológicos associados, como cefaleias persistentes, alterações visuais, convulsões ou sintomas que surgem de forma súbita em pacientes sem histórico prévio.

A importância da avaliação integrada

O diagnóstico de transtornos mentais continua sendo clínico, baseado na avaliação de psiquiatras e psicólogos. Mas a medicina tem caminhado para uma abordagem mais integrada, que considera corpo e mente como partes de um mesmo sistema.

O SUS registrou 192 mil atendimentos em saúde mental no primeiro semestre de 2025, segundo o Ministério da Saúde. A rede foi ampliada com a habilitação de 653 novos pontos de atenção desde 2023. Ainda assim, o acesso ao cuidado integral, que inclui avaliação médica completa, permanece como um desafio.

Entre janeiro e outubro de 2024, foram registrados 671.305 atendimentos ambulatoriais por ansiedade no SUS, um crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior. Os números reforçam a necessidade de políticas públicas que integrem avaliação clínica, exames complementares e tratamento psiquiátrico.

Identificar e tratar causas orgânicas de sintomas psiquiátricos pode evitar o uso desnecessário de medicamentos psicotrópicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A avaliação médica integrada, que une psiquiatria, clínica geral e medicina diagnóstica, representa um avanço no cuidado com a saúde mental.

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Saúde mental no Brasil: dados e panorama. Instituto de Psiquiatria Paulista. Acesso em 8 de janeiro de 2026. Disponível em: https://ipqhc.org.br/2024/04/15/saude-mental-no-brasil-dados-e-panorama/

SUS realiza 192 mil atendimentos de saúde mental no primeiro semestre de 2025. Ministério da Saúde. Acesso em 8 de janeiro de 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/sus-realiza-192-mil-atendimentos-de-saude-mental-no-primeiro-semestre-de-2025

Brasil ultrapassa 400 mil afastamentos por saúde mental nos 9 primeiros meses de 2025 e deve fechar o ano com recorde histórico. Data Cajuína. Acesso em 8 de janeiro de 2026. Disponível em: https://cajuina.org/principais/data-cajuina/brasil-400-mil-afastamentos-saude-mental/

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