Exame utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar camadas da pele e detectar lesões, inflamações e tumores de forma não invasiva e sem radiação
Você sabia que dá para visualizar as camadas da pele com precisão milimétrica? Diferente dos ultrassons convencionais, o ultrassom dermatológico utiliza transdutores de alta frequência – geralmente entre 15 e 33 MHz – capazes de gerar imagens detalhadas da epiderme, derme e tecido subcutâneo.
O método vem sendo usado na dermatologia desde os anos 1970, inicialmente para avaliar o espessamento cutâneo. Com o avanço tecnológico dos equipamentos nas últimas décadas, o exame ampliou seu espectro de aplicações. Hoje é possível estudar as diferentes camadas da pele, identificar precocemente lesões suspeitas e acompanhar a evolução de tratamentos.
“Por não utilizar radiação ionizante, trata-se de um método seguro, que pode ser repetido quantas vezes for necessário, permitindo o monitoramento preciso de diversas condições dermatológicas“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).
Para que serve o exame
O ultrassom dermatológico tem múltiplas indicações clínicas e estéticas. Na área diagnóstica, auxilia na avaliação de lesões benignas e malignas da pele, permitindo identificar características como tamanho, profundidade e vascularização. O exame também é usado para detectar tumores cutâneos – incluindo o câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum no Brasil.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no triênio 2023-2025, correspondendo a 31,3% de todos os tumores malignos diagnosticados. Quando detectado precocemente, esse tipo de câncer apresenta mais de 90% de chance de cura.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca que o exame também permite avaliar gânglios linfáticos aumentados, doenças inflamatórias como hidradenite supurativa, alterações e lesões das unhas, além de patologias de origem vascular, como hemangiomas e malformações vasculares.
Na dermatologia estética, o ultrassom consegue diferenciar os tipos de preenchedores utilizados, identificar sua localização exata e volume aplicado, além de detectar complicações. Também auxilia no planejamento de procedimentos com fios de sustentação, bioestimuladores de colágeno e na avaliação de resultados pós-operatórios de cirurgias plásticas.
Como é feito e o que esperar
O procedimento é simples e indolor. Durante o exame, o paciente fica posicionado confortavelmente enquanto o médico radiologista aplica um gel condutor sobre a área da pele a ser investigada. Esse gel garante o contato adequado entre o transdutor – uma pequena sonda manual – e a superfície cutânea. O profissional desliza o aparelho sobre a região a ser examinada, gerando imagens em tempo real das estruturas da pele.
Não há necessidade de preparo prévio para realizar o ultrassom dermatológico. O exame não exige jejum, suspensão de medicamentos ou qualquer outro cuidado especial. A duração varia conforme a área e a complexidade da avaliação, mas geralmente leva entre 15 e 30 minutos. Como não utiliza radiação, é seguro para todas as idades, incluindo gestantes.
Principais dúvidas dos pacientes
Entre as questões mais frequentes no consultório está a diferença entre o ultrassom dermatológico e outros exames de imagem. Enquanto a ressonância magnética e a tomografia computadorizada são indicadas para estruturas profundas, o ultrassom dermatológico é específico para avaliar camadas superficiais da pele com alta resolução.
Pacientes também questionam se o exame substitui a biópsia. A resposta é não. O ultrassom auxilia na suspeita diagnóstica e fornece informações anatômicas importantes, mas a confirmação histopatológica de lesões suspeitas ainda requer biópsia. No entanto, o método pode reduzir o número de biópsias desnecessárias ao caracterizar melhor as lesões antes do procedimento.
Outra dúvida comum diz respeito aos preenchimentos faciais. Pessoas que realizaram procedimentos estéticos com ácido hialurônico ou outras substâncias podem usar o ultrassom para verificar a localização do produto, identificar se houve migração e detectar possíveis complicações como granulomas ou obstruções vasculares.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Brasil terá 704 mil novos casos de câncer por ano até 2025, diz Inca. Agência Brasil. Acesso em 19 de novembro de 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-11/brasil-tera-704-mil-novos-casos-de-cancer-por-ano-ate-2025-diz-inca
INCA lança a Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil. Biblioteca Virtual em Saúde MS. Acesso em 20 de novembro de 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/inca-lanca-a-estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil/
Câncer de pele. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Acesso em 20 de novembro de 2025. Disponível em: https://www.inca.gov.br/assuntos/cancer-de-pele
Conheça cinco problemas identificáveis pelo ultrassom da pele. Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Rio Grande do Sul (SBD-RS). Acesso em 20 de novembro de 2025. Disponível em: https://sbdrs.org.br/conheca-cinco-problemas-identificaveis-pelo-ultrassom-da-pele/
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