Dezembro Laranja: como diagnosticar doenças da pele com ultrassom dermatológico

Dezembro Laranja: como diagnosticar doenças da pele com ultrassom dermatológico

Tecnologia não invasiva auxilia na detecção precoce de melanoma e carcinomas, oferecendo imagens detalhadas das camadas da pele sem necessidade de radiação

O Brasil deve registrar, aproximadamente, 220 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), doença que representa 31,3% de todos os diagnósticos de câncer no país. Por isso, entidades de dermatologia promovem o Dezembro Laranja, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. 

Entre as tecnologias disponíveis para avaliação de lesões suspeitas, está o ultrassom dermatológico de alta frequência, que utiliza transdutores com frequências entre 15 e 33 MHz, bem acima dos equipamentos convencionais. Essa característica permite visualizar com precisão as camadas superficiais da pele — epiderme, derme e tecido subcutâneo — além de identificar alterações estruturais que podem indicar processos malignos ou inflamatórios.

O ultrassom dermatológico de alta frequência permite avaliar não apenas a presença de uma lesão, mas também sua profundidade, extensão e relação com estruturas adjacentes como cartilagens e vasos sanguíneos. Essa informação é fundamental para o planejamento terapêutico e para determinar a melhor abordagem cirúrgica quando necessária“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Quando o ultrassom dermatológico é indicado

O método é especialmente útil no diagnóstico e estadiamento do câncer de pele. No caso do carcinoma basocelular — responsável por cerca de 70% dos casos de câncer de pele não melanoma —, o ultrassom identifica a lesão como uma área hipoecogênica (nódulo ou área que aparece mais escuro em uma imagem de ultrassom) com contornos irregulares e pontos hiperecogênicos (estrutura aparece mais brilhante ou clara em uma imagem de ultrassom) no interior. Já o carcinoma espinocelular apresenta características semelhantes, mas sem os pontos brilhantes internos. O melanoma, tipo mais agressivo e responsável pela maioria das mortes relacionadas ao câncer de pele, também pode ser avaliado quanto à sua espessura e invasão de tecidos profundos.

Além dos tumores malignos, o ultrassom dermatológico auxilia no diagnóstico de lesões benignas como cistos e lipomas, doenças inflamatórias como psoríase e hidradenite supurativa, e até na avaliação de complicações de procedimentos estéticos.

Vantagens do ultrassom dermatológico

Entre os benefícios do ultrassom dermatológico estão a ausência de radiação ionizante, o que o torna seguro para uso repetido, e a capacidade de avaliar grandes extensões de pele em pouco tempo. O exame também dispensa o uso de contraste iodado, evitando reações alérgicas e possíveis danos renais.

A grande vantagem é que conseguimos obter informações anatômicas detalhadas de forma não invasiva. Em muitos casos, isso pode evitar ou reduzir a necessidade de biópsias, ou ainda auxiliar o dermatologista a definir com mais precisão o local da biópsia quando ela se faz necessária“, complementa Dr. Mekhitarian.

O médico pode solicitar o ultrassom dermatológico quando há suspeita de lesões cutâneas, necessidade de acompanhamento de tratamentos oncológicos, avaliação pré-operatória ou investigação de nódulos subcutâneos. A tecnologia vem sendo utilizada na dermatologia desde os anos 1970, mas ganhou impulso nas últimas duas décadas com o desenvolvimento de equipamentos mais sofisticados.

O exame funciona com a aplicação de um gel condutor sobre a pele, seguido pelo transdutor que emite ondas sonoras de alta frequência. Essas ondas penetram nas camadas cutâneas e retornam ao equipamento, gerando imagens em tempo real. O procedimento é rápido, durando em média 15 minutos por região examinada, e não requer preparo especial do paciente.

Prevenção continua sendo fundamental

A campanha Dezembro Laranja reforça que a proteção solar adequada e o acompanhamento médico regular são as melhores formas de prevenir o câncer de pele. O Ministério da Saúde destaca que o câncer de pele corresponde a 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, mas as chances de cura ultrapassam 90% quando há detecção precoce.

Entre os fatores de risco estão a exposição prolongada ao sol sem proteção, histórico familiar da doença, pele clara, presença de múltiplas pintas e queimaduras solares graves ao longo da vida. A recomendação é usar protetor solar com fator de proteção mínima 30 diariamente, evitar exposição entre 10h e 16h, usar roupas e acessórios de proteção, e realizar autoexame regularmente para identificar mudanças em pintas e manchas.

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil

Dezembro Laranja: prevenção e detecção precoce do câncer de pele. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/prevencao-ao-cancer/dezembro-laranja-prevencao-e-deteccao-precoce-do-cancer-de-pele

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