O que é esteatose hepática e por que você deve se preocupar

A gordura no fígado afeta entre 30% e 35% dos brasileiros adultos e pode evoluir para doenças graves se não for tratada

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, deixou de ser uma condição rara para se tornar um dos problemas de saúde mais frequentes no país. No Brasil, aproximadamente 30% a 35% da população adulta sofre de esteatose hepática, com prevalência ainda maior entre pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. O que torna o quadro ainda mais preocupante é que a doença costuma ser silenciosa nos estágios iniciais.

A esteatose acontece quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura. É normal haver presença de gordura no fígado, no entanto quando este índice chega a 5% ou mais o quadro deve ser tratado o mais brevemente possível.

A esteatose hepática é urgente. Muitos pacientes descobrem o problema de forma incidental, durante exames de rotina, quando a condição já está estabelecida“, explica o Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Quem tem mais risco de desenvolver a doença

O excesso de peso é atualmente uma das principais causas da esteatose hepática não alcoólica, sendo responsável por 60% dos casos de gordura no fígado. A condição pode ser classificada em dois grupos:

  • esteatose alcoólica, provocada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • não alcoólica, relacionada a fatores como sedentarismo, má alimentação, colesterol alto, pressão arterial elevada e diabetes

Obesidade, diabetes e dislipidemia são os fatores de risco mais frequentes. Esses se associam à hipertensão arterial e a síndrome metabólica. Entre crianças e adolescentes, o cenário também preocupa. No Brasil, a prevalência de esteatose hepática em crianças e adolescentes varia de 3% a 10% na população geral, aumentando para até 53% entre crianças obesas.

Como o diagnóstico é feito

Nos quadros leves, a esteatose hepática não apresenta sintomas específicos. Nos quadros intermediários a pessoa percebe sinais como cansaço excessivo, mal-estar, fraqueza, dor no abdômen e dor de cabeça constante. Nos estágios avançados, quando há inflamação e fibrose, podem surgir sintomas como confusão mental, icterícia e acúmulo de líquido no abdômen.

O diagnóstico geralmente começa com exames de sangue para avaliar os níveis de enzimas hepáticas. Depois da avaliação clínica, exames complementares colaboram com o diagnóstico, como ultrassom do abdome, tomografia computadorizada, ressonância magnética e elastografia hepática.

O ultrassom é usado como primeiro exame de imagem por ser não invasivo e acessível. Depois, vem a elastografia, um método semelhante ao ultrassom, indolor, que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura acumulada no fígado“, destaca Dr. Armênio Mekhitarian.

O que acontece se a esteatose não for tratada

A esteatose pode permanecer estável por muitos anos e até regredir, se suas causas forem controladas. Se não o forem, a doença pode evoluir para a esteatoepatite. Nessa fase a esteatose se associa a inflamação e morte celular, fibrose (cicatrização) e tem maior potencial de progressão, ao longo dos anos, para cirrose e para o carcinoma hepatocelular (CHC) ou câncer de fígado.

A progressão da doença não é inevitável, mas requer atenção. Também preocupante é a associação da esteatoepatite, quando não controlada, com a maior frequência de diabetes e hipertensão arterial e com o maior risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral).

Como prevenir e tratar

Não existe um medicamento específico para curar a esteatose hepática. O tratamento se baseia em mudanças no estilo de vida. A medida mais eficaz para controlar e prevenir a esteatose hepática é emagrecer. Para isso, deve-se ter uma dieta hipocalórica, evitar frituras, gorduras e doces e aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e carnes magras.

A prática regular de atividade física também é fundamental. Evite bebidas alcoólicas. Quem já está com esteatose hepática deve eliminar o álcool do cardápio e priorizar a gordura vegetal sem exagerar.

Pessoas com fatores de risco, como obesidade, diabetes ou síndrome metabólica, devem realizar consultas médicas periódicas e exames de rotina para monitorar a saúde do fígado. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores as chances de reverter o quadro apenas com mudanças de hábitos

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

Esteatose Hepática: Dados Clínicos, Evolução, Estadiamento e Ferramentas Diagnósticas. Rede D’Or São Luiz. Acesso em 20 de outubro de 2025. Disponível em: https://www.rededorsaoluiz.com.br/noticias/artigo/esteatose-hepatica-dados-clinicos-evolucao-estadiamento-e-ferramentas-diagnosticas

Esteatose Hepática. Ministério da Saúde. Acesso em 20 de outubro de 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/esteatose-hepatica

Esteatose Hepática. Sociedade Brasileira de Hepatologia. Acesso em 20 de outubro de 2025. Disponível em: https://sbhepatologia.org.br/imprensa/esteatose-hepatica/

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