O que você precisa saber antes de fazer um ultrassom peniano

Exame ajuda no diagnóstico de disfunção erétil e outras condições urológicas, mas ainda gera dúvidas entre os homens

O ultrassom peniano ainda é cercado de tabus, mesmo sendo um exame rotineiro. A resistência masculina em procurar atendimento médico preventivo contribui para que doenças urológicas sejam detectadas tardiamente.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que para o triênio 2023-2025 são estimados 704 mil casos novos de câncer no Brasil por ano, sendo o câncer de próstata o segundo mais incidente em homens, com 72 mil casos novos anuais.

O procedimento é simples e utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar a estrutura do pênis e o fluxo sanguíneo na região. “O ultrassom peniano é indicado principalmente para investigação de disfunção erétil de origem vascular, mas também pode detectar placas de fibrose, nódulos, fraturas penianas e avaliar a anatomia dos corpos cavernosos“, explica o Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).

Quando o exame é solicitado

A principal indicação do ultrassom peniano é a avaliação da disfunção erétil, condição que afeta milhões de homens no Brasil. O exame também pode ser solicitado em casos de curvatura peniana (doença de Peyronie), traumas, suspeita de tumores ou para planejamento de cirurgias urológicas.

Muitos homens chegam ao consultório após anos convivendo com o problema, quando poderiam ter tratamento eficaz se o diagnóstico fosse precoce“, ressalta Dr. Mekhitarian. O especialista observa que a resistência em buscar ajuda médica está relacionada ao constrangimento e à falta de informação sobre o procedimento.

Como se preparar

O preparo para o ultrassom peniano é simples. O paciente não precisa de jejum, mas deve evitar o uso de medicamentos para disfunção erétil nas 24 horas anteriores ao exame, salvo orientação médica contrária. É recomendável comparecer com roupas confortáveis e trazer exames anteriores que possam auxiliar na avaliação.

Durante o procedimento, o paciente permanece deitado em uma maca enquanto o médico radiologista aplica um gel condutor sobre o pênis e desliza o transdutor (pequeno aparelho que emite as ondas sonoras) em diferentes direções. O exame básico dura cerca de 15 a 20 minutos e é indolor.

Quando se trata da investigação de disfunção erétil, o exame pode incluir a técnica de fármaco-indução. “Nesses casos, aplicamos uma injeção de medicamento vasodilatador diretamente nos corpos cavernosos para induzir a ereção e avaliar o fluxo sanguíneo durante esse processo“, esclarece Dr. Mekhitarian. A aplicação do medicamento pode causar leve desconforto, semelhante a uma picada de agulha convencional.

O exame com fármaco-indução pode durar até 30 minutos, pois é necessário aguardar a resposta vascular ao medicamento. Durante esse período, o médico realiza medições com o Doppler colorido para avaliar a velocidade do fluxo sanguíneo nas artérias penianas e verificar se há algum comprometimento vascular.

O que pode diagnosticar

O ultrassom peniano pode detectar diversas condições. Na disfunção erétil de origem vascular, o exame identifica problemas no fluxo arterial ou no mecanismo de retenção venosa. Também é possível visualizar placas fibróticas características da doença de Peyronie, calcificações, hematomas resultantes de traumas e alterações estruturais dos tecidos eréteis.

A Sociedade Brasileira de Urologia reforça a importância do acompanhamento médico regular. Embora o câncer de testículo seja relativamente raro, afetando cerca de 1 em cada 250 homens ao longo da vida, ele responde bem ao tratamento quando detectado precocemente. Entre 2012 e 2021, foram registradas mais de 3.700 mortes por câncer de testículo no Brasil, segundo dados do Atlas de Mortalidade do INCA.

O exame não substitui a consulta urológica nem o autoexame testicular, mas complementa a investigação quando há sintomas ou alterações que precisam ser melhor avaliadas“, finaliza o especialista.

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Fontes:

Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf. Acesso em: 12 out. 2025.

INCA estima 704 mil casos de câncer por ano no Brasil até 2025. Instituto Nacional de Câncer, 23 nov. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2022/inca-estima-704-mil-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-ate-2025. Acesso em: 12 out. 2025.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA – SBU-SP. No Brasil, os mais jovens morrem mais por câncer de testículo. Disponível em: https://sbu-sp.org.br/publico/no-brasil-os-mais-jovens-morrem-mais-por-cancer-de-testiculo/. Acesso em: 12 out. 2025.

INSTITUTO ONCOGUIA. Estatística para Câncer de Testículo. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatistica-para-cancer-de-testiculo/8740/244/. Acesso em: 12 out. 2025.

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