Sem desculpas: quando ir ao médico para cuidar da saúde do seu pênis
A resistência masculina aos cuidados médicos pode custar caro quando se trata da saúde íntima
Você sabia que o Brasil está entre os países com maior incidência de câncer peniano? Uma das principais razões é a falta de informação por parte da população masculina. Os números são alarmantes: nos últimos 10 anos, o Brasil registrou mais de 21 mil casos de câncer de pênis e mais de 6 mil amputações. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o país atingiu a média de 645 pênis amputados por ano na última década.
“A resistência dos homens em buscar cuidados médicos preventivos é cultural e preocupante. Muitos só procuram ajuda quando o problema já está avançado“, explica Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI). “Exames de imagem, como ultrassom e Doppler, podem detectar alterações precocemente, mas é necessário que o homem vença o preconceito e procure atendimento regular“, explica.
Dados do Centro de Referência da Saúde do Homem mostram que 60% dos pacientes chegam ao hospital com quadros considerados avançados, comprometendo o tratamento devido à demora do diagnóstico.
Sinais de alerta
A atenção deve ser redobrada diante de sintomas que persistem por mais de duas semanas. Feridas, lesões ou verrugas na região genital merecem avaliação médica imediata. O HPV, por exemplo, infecta cerca de 9 a 10 milhões de brasileiros, com 700 mil casos novos surgindo anualmente.
O condiloma acuminado, causado pelo HPV e conhecido como verruga genital ou crista de galo, é uma doença sexualmente transmissível que pode evoluir para câncer. A infecção pelo HPV pode ficar latente por meses ou anos sem manifestar sinais visíveis.
Outros sintomas que exigem atenção incluem dor persistente, coceira, vermelhidão, inchaço, dificuldade para urinar, sangramento ou secreção com odor forte. Mudanças na coloração da pele do pênis ou aparecimento de nódulos também são motivos para consulta médica.
“Alterações na pele, lesões que não cicatrizam ou crescem progressivamente devem ser investigadas através de exames específicos, como ultrassom e Doppler peniano, que podem identificar problemas vasculares, infecções ou outras alterações estruturais antes que evoluam para quadros mais graves“, explica.
Como se preparar para a consulta urológica
O primeiro passo é abandonar o constrangimento. O médico urologista é o especialista capacitado para avaliar e tratar problemas relacionados ao sistema reprodutor masculino. Não existe pergunta inadequada ou sintoma irrelevante quando se trata da sua saúde.
Antes da consulta, faça uma lista dos sintomas, incluindo quando começaram, frequência e intensidade. Anote medicamentos que utiliza, histórico de doenças na família e hábitos sexuais. Seja honesto sobre número de parceiros, uso de preservativo e práticas sexuais.
Durante a consulta, questione sobre exames de rotina, periodicidade das avaliações preventivas e fatores de risco específicos para sua faixa etária. Pergunte sobre vacinação contra HPV, métodos de prevenção de DSTs e cuidados de higiene íntima.
A prevenção ainda é o melhor remédio
A vacinação contra HPV é fundamental, especialmente para a faixa etária abaixo de 25 anos, que apresenta maior incidência da infecção. A vacina está disponível no Sistema Único de Saúde para meninos de 11 a 14 anos.
Higiene adequada, uso de preservativo em todas as relações sexuais, manutenção de peso saudável e abandono do tabagismo são medidas preventivas essenciais. Homens com fimose apresentam maior risco para infecções e câncer de pênis, sendo a circuncisão uma opção preventiva em casos específicos.
“A medicina diagnóstica evoluiu bastante. Exames como ultrassom dermatológico de alta frequência podem detectar lesões mínimas na pele do pênis, permitindo intervenção antes que o problema se agrave”, diz.
A consulta urológica deve fazer parte da rotina masculina a partir dos 40 anos, ou antes, na presença de sintomas ou fatores de risco. O cuidado preventivo é sempre mais eficaz e menos invasivo que o tratamento de doenças avançadas.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Sociedade Brasileira de Urologia. Portal da Urologia. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/novidades/releases/brasil-registrou-media-superior-a-600-amputacoes-de-penis-nos-ultimos-10-anos
Ministério da Saúde. HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv
Biblioteca Virtual em Saúde MS. Condiloma acuminado (HPV). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/condiloma-acuminado-hpv/
Brasil registrou média superior a 600 amputações de pênis nos últimos 10 anos. Disponível em: https://www.drcarloswatanabe.com.br/brasil-registrou-media-superior-a-600-amputacoes-de-penis-nos-ultimos-10-anos/
Higiene íntima masculina: como cuidar da saúde peniana. Disponível em: https://www.urologiavida.com.br/higiene-intima-masculina-como-cuidar-da-saude-peniana/
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