Exames de imagem ajudam a distinguir tipos de enxaqueca e descartar outras causas de dor de cabeça
Quais exames são necessários para investigar cefaleia e quais sinais indicam urgência
A enxaqueca afeta cerca de 15% da população mundial e representa a sexta doença mais incapacitante segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, milhões de pessoas convivem com diferentes tipos dessa condição neurológica, que vai muito além de uma dor de cabeça forte. O diagnóstico correto dos subtipos de enxaqueca e a identificação de sinais de alerta podem fazer a diferença entre um tratamento eficaz e anos de sofrimento desnecessário.
As auras ocorrem em cerca de 25% dos pacientes, habitualmente logo antes do início da cefaleia, de acordo com dados médicos. Os especialistas classificam a enxaqueca em diversos tipos, sendo os principais a enxaqueca sem aura, que representa aproximadamente 70% dos casos, e a enxaqueca com aura, presente em 25% a 30% dos pacientes.
A enxaqueca sem aura, também conhecida como enxaqueca comum, caracteriza-se por dor pulsátil unilateral que piora com esforço físico, acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e sons. Já a enxaqueca com aura apresenta sintomas neurológicos transitórios que precedem ou acompanham a dor, como distúrbios visuais, formigamentos ou dificuldades de fala.
Existe ainda a enxaqueca crônica, diagnosticada quando o paciente apresenta dor de cabeça por 15 ou mais dias no mês, com características de enxaqueca em pelo menos oito desses dias. A enxaqueca hemiplégica representa uma forma rara e grave, caracterizada por fraqueza temporária em um lado do corpo durante a aura.
Quando os exames são necessários
“O diagnóstico é feito principalmente de forma clínica, baseado na história médica e nos sintomas relatados pelo paciente. No entanto, em alguns casos, o médico pode recomendar exames adicionais para descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes“, explica o Dr. Armênio Mekhitarian, médico radiologista e diretor técnico do Instituto Avançado de Imagem (IAI).
Os exames de imagem tornam-se fundamentais quando surgem sinais de alerta, conhecidos como “red flags” (ou “bandeiras vermelhas”, na tradução literal) na medicina. Entre eles estão dor de cabeça de início súbito e intenso, mudança no padrão habitual da cefaleia, dor que piora progressivamente, febre associada, rigidez na nuca, alterações neurológicas persistentes e dor de cabeça após traumatismo craniano.
“Pacientes com cefaleia de início recente, especialmente se início tardio na vida adulta, mudança no padrão da cefaleia, presença de sinais neurológicos focais ou alterações cognitivas também devem ser investigados“, diz. “Não existe um exame específico que identifique a enxaqueca com 100% de certeza. Porém, ferramentas como o ultrassom transcraniano são importantes para descartar outras causas de dor de cabeça e avaliar a circulação cerebral”.
O ultrassom transcraniano permite avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias cerebrais principais, identificando alterações vasculares que podem estar relacionadas à cefaleia. Este exame não invasivo consegue detectar estenoses, oclusões ou outras anomalias circulatórias que poderiam ser responsáveis pelos sintomas do paciente.
Durante crises de enxaqueca com aura, o ultrassom transcraniano pode revelar alterações no fluxo cerebral que ajudam a compreender melhor a doença. O método também é útil para monitorar pacientes com enxaqueca hemiplégica, onde as alterações vasculares podem ser mais pronunciadas.
O diagnóstico é importante para distinguir enxaqueca de outras causas de cefaleia. Sinusite, tensão muscular, arterite temporal, meningite e tumores cerebrais podem apresentar sintomas similares. Os exames de imagem auxiliam nessa diferenciação, especialmente quando o quadro clínico não é típico ou quando há falha no tratamento convencional.
Para pacientes com enxaqueca estabelecida, os exames geralmente são normais. Quando alterações aparecem nas imagens, podem indicar outras condições coexistentes ou complicações raras da própria enxaqueca, como o infarto cerebral relacionado à enxaqueca com aura.
A investigação adequada permite não apenas descartar condições graves, mas também oferecer tranquilidade ao paciente e direcionar o tratamento preventivo mais apropriado para cada tipo de enxaqueca, melhorando significativamente a qualidade de vida.
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Fontes:
Dr. Armênio Mekhitarian – Diretor Clínico do Instituto Avançado de Imagem – Médico Radiologista – CRM SP 59.512 | RQE 45534
Enxaqueca. Manuais MSD edição para profissionais. Acesso em 20 de julho de 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/distúrbios-neurológicos/cefaleia/enxaqueca
O que é enxaqueca com aura? CDD – Crônicos do Dia a Dia. Acesso em 20 de julho de 2025. Disponível em: https://cdd.org.br/noticias/enxaqueca-com-aura/
É possível ter enxaqueca sem dor de cabeça? CEMEC. Acesso em 20 de julho de 2025. Disponível em: https://cemecpesquisaclinica.com.br/e-possivel-ter-enxaqueca-sem-dor-de-cabeca/
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